Tenho o direito de me expressar e digo que não me sinto bem. Ando pelas
ruas procurando um motivo pra continuar na caminhada, mas não recebo
nenhum tipo de ajuda ou apoio de ninguém. Eu vivo em uma sociedade
egoísta, hipócrita e luxuosa que só pensa em si mesma. Sento para
observar as pessoas ao meu redor, mas nada me agrada, todos parecem ser
iguais, idênticos. Então volto pra casa e sento em minha mesa e seguro o
lápis escrevendo o rascunho no caderno, a única coisa que pod
e
me ouvir, apesar de não me entender nem dizer algo que possa me ajudar.
É como se um buraco negro se abrisse e eu, cega, caísse por acaso e
ficasse ali o resto da minha vida. Estou aqui, mas ninguém vê, ninguém
percebe e muito menos fazem questão de se dar conta disso, fui
abandonada por todos e agora o que me resta são o meu caderno, o meu
lápis e as lágrimas que descem dos meus olhos, e eu, tento botar pra
fora tudo aquilo que me sufoca por dentro, porém a âncora me prende ao
fundo do mar e eu moro, porque já perdi todo o oxigênio, já não há mais
como viver, e eu também não teria nenhum motivo fútil mesmo. E então o
desespero me bate e junto com a água do mar, derrama-se a última lágrima
que restou de mim. Logo em seguida eu não resisto e morro.
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